A Organização Mundial de Saúde está a aprovar um novo aparelho de teste da tuberculose que não necessita de técnicos de laboratório qualificados e demora menos de duas horas. O Dr. Mario Raviglione, diretor da campanha Stop TB da agência, considerou-o um “marco importante” no diagnóstico de pacientes selecionados - apesar dos inconvenientes como o seu custo, fragilidade e necessidade de eletricidade. A tuberculose matou 1,7 milhões de pessoas no ano passado, segundo estimativas da OMS.
Atualmente, a confirmação de que um doente tem tuberculose requer normalmente um técnico de laboratório com formação para ler a expetoração ao microscópio. Se os médicos suspeitarem de tuberculose resistente aos medicamentos, pode demorar até três meses para crescer o suficiente para ver quais os antibióticos que a matam.
A nova máquina, desenvolvida pela empresa americana Cepheid e pela Foundation for Innovative New Diagnostics, pode confirmar a tuberculose e dizer se é resistente ao medicamento mais comum contra a tuberculose, a rifampicina.
A OMS recomenda-o para os doentes que os médicos suspeitam terem uma estirpe resistente aos medicamentos (globalmente, cerca de 3% têm) ou que também estão infectados com o VIH (que é comum em alguns países, como a África do Sul).
Mesmo a preços mais baixos para os países pobres, cada unidade, mais ou menos do tamanho de uma máquina de café de bancada, custa $17.000, e cada teste requer um cartucho de $17. Também é necessário um computador e uma manutenção anual que custa mais de $1.000.
Além disso, para o acompanhamento dos casos, continuam a ser utilizados os antigos métodos morosos.
Ler o artigo aqui.